Segurança no trabalho: saiba o que você precisa para garantir sua proteção

Calhas Kairós - Instalação e Manutenção de Calhas

Joinville – Os dados de setembro do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho apontam que em todo o Brasil foram criadas 18,3 mil vagas formais de trabalho somente na construção civil. O estado de Santa Catarina responde por 7,4% deste total, gerando 1.357 novos postos no mês passado.

Isso significa, além de novas oportunidades do setor, algo muito mais profundo e que precisa ser lembrado no Dia do Trabalhador da Construção Civil, celebrado neste sábado (26).

A consultora e instrutora da Oficina da Prevenção, Claudia de Paula Rodrigues, comenta que a geração de empregos no segmento, que é importante, traz uma série de preocupações. Uma delas, e a principal, é o cumprimento das Normas Regulamentadoras 18, 35 e 10. “Estes três itens abrangem todas as medidas de proteção que o trabalhador necessita para exercer sua atividade”, diz.

Claudia explica que muitos trabalhadores, ao serem contratados, nunca passaram por um treinamento que molde sua nova atividade. O ideal, segundo a NR 18, é que o trabalhador da construção civil seja treinado a cada seis meses, principalmente por conta da rotatividade que se observa no setor. O treinamento é de responsabilidade do empregador, que deve fornece-lo gratuitamente e no período recomendado.

Vale destacar que toda empresa da construção civil com mais de 20 funcionários precisa estar adequada às normas. Em um primeiro momento, conforme a consultora, deve-se fazer um levantamento de risco.

“Dependendo do [risco] que se tem, tomam-se as medidas preventivas, que vai desde exames médicos até a treinamentos e uso de equipamentos de proteção individuais e coletivos”, aponta.

E falando em equipamentos de proteção, o mínimo exigido para o trabalhador são os EPIs (capacete, cinto, protetores auditivos, sapatos de segurança e balaclava) e a linha vida, neste caso coletiva, que conecta pessoas para trabalho em altura e protege vários colaboradores ao mesmo tempo.

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Equipamentos de Proteção Individual são essenciais para garantir a segurança do trabalhador

Números de acidentes de trabalho assustam

As estatísticas de acidentes envolvendo trabalhadores da construção civil preocupam. O número mais recente é de 2017, divulgado pela Previdência Social. Conforme Claudia, em todo o País foram registrados 30.025 acidentes no setor. Destes, quase 12 mil foram com afastamento e 227 com óbito.

“A construção civil está em 4º lugar no ranking de acidentes de trabalho no Brasil. Porém, quando se fala em incapacidade permanente, o setor é o 1º, e o 2º em questão de mortes”, relata a consultora, que lembra: “[a construção civil] já liderou o mercado de acidentes em 2010 e 2011, com índices muito altos. Naquela época a economia estava bem aquecida e as contratações foram bem elevadas”, diz.

E se o setor está em primeiro na incapacidade, também pode estar em primeiro em acidentes, já que muitos não são registrados, pois há um grande número de trabalhadores informais no segmento.

Tipos de acidentes de trabalho

Os principais tipos de acidentes de trabalho na construção civil são queda, impacto de objeto, desmoronamento e choque elétrico. “Geralmente, os acidentes, quando acontecem, costumam ser muito graves”, comenta Claudia.

E não são só os acidentes que preocupam. As doenças ocasionadas pela rotina de trabalho também podem ser irreversíveis. De acordo com a consultora da Oficina da Prevenção, os programas de proteção respiratória precisam ser levados em consideração.

“Há um risco alto de doenças na construção civil. O cimento e o cal, por exemplo, são agentes de risco que podem provocar dermatose, uma doença de pele comum em quem trabalha neste setor. Além disso, a própria areai pode causar silicose, uma patologia grave que provoca fibroma nos pulmões”, explica.

A exposição solar é mais um agente de risco. Nesses casos, o trabalhador precisa sempre utilizar o protetor solar e reaplicá-lo várias vezes ao dia.

Como evitar?

A principal forma de evitar os acidentes de trabalho na construção civil é a informação, por meio de medidas educativas, em conjunto com o uso correto dos EPIs. Só isso pode mudar o comportamento do empregado que, por qualquer motivo, não use o EPI nem mesmo os equipamentos de proteção coletivos. “A pessoa precisa ter consciência das situações de risco que vai enfrentar no seu dia a dia”, comenta Claudia.

Outra alternativa são Cipas (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) atuantes que saibam abordar o trabalhador ao identificar qualquer problema.

Exemplo a ser seguido

A construção civil também é feita de bons exemplos. Os colaboradores da Calhas Kairós, de Joinville, trabalham conforme as normas regulamentadoras da profissão. A principal, neste caso, é a NR 35, já que a maioria dos serviços prestados são em altura, em conjunto com seguro de vida e todos os EPIs exigidos.

“Se algum deles não tiver qualquer um desses itens, não sai para nenhuma obra até que entre em todos os critérios”, afirma o proprietário da Calhas Kairós, Jair Catarina.

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Para trabalhos em altura, a NR 35 é obrigatória, assim como o uso de todos os EPIs

Catarina comenta que é necessário proteger todos os profissionais para reduzir qualquer tipo de risco a eles. “Isso também é segurança para a empresa e para o cliente que contratar o serviço”, diz.

Fonte: Construir.aí | Marina Kessler
Fotos: Construir.aí | Diego Tridapalli

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