Coronavírus: De que forma a tecnologia pode ser aliada em uma obra?

Tecnologia - Juliana Boniotti

Balneário Camboriú – Que a tecnologia é a nossa grande aliada neste momento atual em que vivemos ninguém pode negar. É com ela que, em tempos de isolamento social, causado pela pandemia da Covid-19, o novo Coronavírus, a nossa vida continuou, diferente do habitual, mas seguiu.

Muitas pessoas partiram para trabalhos home offices, especialmente aquelas em que o segmento permitiu. Uma nova maneira de adaptação, o chamado “novo normal”. Vale destacar aqui um setor que sempre teve a tecnologia ao seu lado e que só fortaleceu esse laço no atendimento ao cliente nesse momento: a construção civil.

E quem conta esse relato é a designer de interiores Juliana Boniotti, de Balneário Camboriú. Segundo ela, no período em que se viu obrigada a ficar em isolamento mais restrito, “praticamente me posicionei no home office para resolver e alinhar qualquer tipo de documentação que viria a ser necessária quando tudo voltasse ao normal”, lembra a profissional.

Ela comenta ainda que embora o trabalho ocorresse dentro de seu lar, não havia tempo ocioso. Tudo é feito dentro dos prazos estabelecidos e o melhor, com a segurança e a proteção que o momento exige. “A elaboração de projetos neste período se fortalece na constante comunicação minha entre os clientes e também no uso de todo o material disponível que tenho acesso”, diz Juliana.

Tecnologia de resultados

O telefone celular, o computador, a televisão e tudo que envolve a tecnologia são fontes inesgotáveis de informação e auxiliam no processo laboral, principalmente os aplicativos que vieram para somar. E a melhor forma de tornar tudo isso um parceiro no momento de trabalhar é levando até o cliente.

No caso de Juliana e de tantos outros profissionais do design de interiores, arquitetura, decoração, engenharia e outras modalidades do setor, a tecnologia têm sido uma amiga. “Nossa parceira”, como define a profissional, que reforça:

“Nosso meio de comunicação, e pode-se dizer com toda a certeza, aliada à retomada financeira a qual estamos em nosso estado [Santa Catarina] em grande vantagem perante aos outros estados do país. Nossa região é o berço do crescimento da construção civil e tendo a tecnologia como principal meio de troca. Isso fez com que nosso isolamento social não passasse de mero intervalo, pois na atualidade não estamos mais isolados como em acontecimentos anteriores e isto faz com que seja dinâmica a comunicação. Mesmo que não seja presencial”, explica.

Tecnologia - Juliana Boniotti

Mas como a tecnologia é inserida em uma obra?

Imagine o seguinte cenário: você, profissional, foi contratado para elaborar o projeto e executar a reforma de um apartamento, por exemplo. Seu cliente está incluído, por algum motivo, no grupo de risco do novo Coronavírus e sair de casa não é recomendado. Mesmo assim, o profissional deve periodicamente mostrar o andamento da obra ao contratante, que é claro, está muito ansioso pelo resultado. O que fazer? Ou melhor, como fazer? A Juliana te explica!

“Com a tecnologia posso posicionar meu cliente dentro da obra ao mesmo tempo em que eu estou, e desta forma, corrigir desvios da comunicação”, aponta. “Como me posiciono diariamente dentro da obra, e a obra é um lugar dinâmico, muitas coisas precisam ser resolvidas in loco que não puderam ser previstas em projeto. E com a tecnologia posso ver o problema e repassar ao cliente. Em muitos casos no mesmo momento já decidimos juntos a solução. Ainda, realizamos a aprovação de eventual custo, pois consigo reunir no mesmo instante a minha comunicação com o cliente, a comunicação com a mão de obra, fazendo uso de orçamento, material e imagem. Ou seja, a tecnologia está só reafirmando o seu valor”, pontua.

Tecnologia - Juliana Boniotti

Vale destacar ainda que durante a elaboração dos projetos, como já ocorria anteriormente, há a troca de imagens de referências entre ambos os lados, para que seja impressa a personalidade do cliente nos projetos aliada à capacidade de materialização da ideia principal que parte da designer.

Não é um bicho de sete cabeças!

Viu como é simples? A dica de ouro da designer de interiores só mostra que o setor, especialmente os profissionais que o compõe, estão preparados para levar um serviço de qualidade aos seus clientes, inclusive em um período de extrema dificuldade de interação social.

E falando em interação, quem não conhece a Juliana pode fazer isto agora mesmo. Aqui pelo site você encontra o perfil da profissional com diversas informações. Basta clicar aqui.

Apesar da tecnologia…

Embora a designer seja fã da tecnologia, ela não abandona o velho e bom livro. Enquanto tira uma dúvida pelo celular, também folheia os antigos escritos que estão em sua estante.

O momento, que pede doses extras de inspiração, fez com que Juliana redescobrisse também as riquezas que tem dentro de casa. “Como nesse período há uma saturação do uso de celular e do computador, me vi muitas vezes folheando revistas e livros que me relembraram toda a riqueza que tenho na estante pertinho de mim. Isso me fez reintegrar material publicado como fonte de inspiração. Em muitos casos, como lembrança de normas e técnicas que automaticamente aplico no trabalho, mas que nunca lembrava de revisitá-las”, comenta.

Fonte: Construir.aí | Marina Kessler
Fotos: Arquivo Juliana Boniotti

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